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Notícias

11/07/2019 00:30

Estratégias de prevenção e combate aos incêndios florestais são debatidas no Oeste da Bahia

O Subcomitê de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Oeste, por meio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), realizou nesta quarta-feira (10),  em Barreiras, o 1º Seminário de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Oeste da Bahia. Contando com a presença do secretário estadual, João Carlos Oliveira, o encontro realizado na Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) reuniu especialistas e pesquisadores, com o objetivo de promover um espaço de diálogos, trocas de experiências e inovações sobre a temática de prevenção e combate de incêndios florestais.

O gestor da pasta ambiental, João Carlos Oliveira destacou que o Governo do Estado cumpre mais um passo importante em prol do meio ambiente com a realização desse encontro no oeste baiano, região que representa o agronegócio do estado. “Isso aumenta a nossa responsabilidade em promover ações proativas e preventivas para evitar os incêndios que causam danos ambientais, econômicos e sociais”, afirmou. Por isso, de acordo com o secretário, o Programa Bahia Sem Fogo é prioridade e o debate com as comunidades, associações, ONGs, poder público, brigadistas, estudantes e pesquisadores é um caminho para se construir políticas públicas voltadas para a preservação ambiental.

Para o geógrafo e professor da Ufob, Ricardo Reis, investir em prevenção e monitoramento de maneira conectadas em rede, englobando o poder público, setor produtivo, comunidades e universidade, é um ótimo caminho a seguir para se antecipar ao combate aos incêndios florestais. “Além da conscientização com a presença efetiva do Estado e de outros atores sociais, é preciso fazer um estudo mais aprofundado para entender a motivação dos incêndios. É importante trabalhar a análise comportamental daquela população, se teve uma expansão de uma comunidade, até o apego cultural mais forte de localidades ligadas às tradições relacionadas ao fogo”, explica o professor.

O fortalecimento do Subcomitê do Oeste da Bahia foi destacado pela coordenadora de fiscalização preventiva de campo do Inema, Fabíola Cotrim, como uma forma de avanço da prevenção e combate aos incêndios florestais na região. "Em 2009, implantamos essa instância através de uma demanda da própria sociedade, formando uma rede social bastante atuante na região. Nessa trajetória fomos reconhecidos como um dos melhores subcomitês em ação, não só na Bahia, como em outros estados brasileiros. Então, é um ganho muito grande para nós, a exemplos daqueles líderes comunitários e brigadistas voluntários, que enfrentam diariamente com a prevenção e combate aos incêndios florestais", disse. 

A utilização do uso do fogo como plano de prevenção e combate aos incêndios em espaços naturais foi outro tema importante do seminário, sendo abordado pelo comandante do Corpo de Bombeiros de Figueira da Foz - Portugal, Nuno Osório. Ele apresentou técnicas de redução de material combustível como forma de prevenção dos incêndios florestais, com exemplos práticos da aplicação deste método em Portugal. “O simples fato de não fazer fogueiras, queimar lixo orgânico e limpeza de terreno com fogo já não ajudam mais. Estamos voltando a atenção a equipamentos operacionais que podem facilitar e acelerar os combates, assim como as novas tecnologias que contribuem nesse processo", explicou.

O evento também contou com a palestra sobre o tema “Produtos meteorológicos do programa de queimadas do INPE – Experimentos de campo, focos de queimadas e risco do fogo”, que foi abordado pelo pesquisador e meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), José Guilherme Martins.

Estiveram presentes o vice-reitor da Ufob, Jacques de Miranda; o prefeito de Correntina, Nilson Rodrigues; o coordenador regional do Inema, Saul Reis; além de representantes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, da Prefeitura de Barreiras, da Conservação Internacional, da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).
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