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Notícias

24/01/2019 16:25

Rede de Saberes leva restauração para a Bacia do Rio Grande

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), através do projeto Rede de Saberes - Práticas sobre Restauração Ecológica, ação integrante do Programa Cerrado Bahia, está promovendo a criação do pólo de conhecimentos em práticas sobre restauração na bacia hidrográfica do Rio Grande, com atuação em comunidades ribeirinhas dos municípios de Barreiras, São Desidério, Catolândia e Baianópolis.

Com a implantação dos quatro viveiros, estima-se a produção de 60 mil mudas/ano que serão utilizadas inicialmente na restauração florestal de 20 hectares de Áreas de Preservação Permanente APP da bacia hidrográfica do Rio Grande, principalmente em áreas de nascentes e matas ciliares degradadas, e o excedente das mudas servirá como fonte de geração de renda para as comunidades. A fase de instalação dos viveiros será finalizada no dia 31 de janeiro e contou com investimento de R$184.980,00.

O projeto é desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) e conta com a parceria das Prefeituras Municipais e comunidades rurais. A atuação da universidade no projeto é realizada pela equipe de professores, técnicos e estudantes do Centro de Referência em Recuperação de Áreas Degradadas (CRAD) Prof. Paulo Yoshio Kageyama, inaugurado no dia 20 de dezembro de 2018 no campus Reitor Edgard Santos em Barreiras, local que será implantado um dos viveiros do projeto.

O objetivo do projeto é fomentar a formação de uma rede regional de coleta de sementes e produção de mudas nativas, usando como horizonte o atendimento as necessidades de adequação ambiental dos pequenos produtores rurais (dados fornecidos pelo Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais - CEFIR), o uso de tecnologia local e a formação prática/participativa de jovens residentes destas comunidades.

Para o diretor de Políticas de Biodiversidade e Florestas da SEMA, Murilo Figueredo, a instalação dos quatro viveiros municipais é um marco na execução do projeto. “As comunidades são capacitadas pela equipe técnica da SEMA, INEMA e UFOB em temas relacionados a restauração florestal, e com a instalação dos viveiros poderão aplicar na prática o conhecimento adquirido em campo”, destacou.

Os próximos passos serão a coleta das sementes das matrizes marcadas, início da produção de mudas no viveiro, análise técnica das APPs a serem recuperadas, definição da metodologia adequada e das espécies a serem utilizadas na recomposição. Ao final do projeto espera-se a formação de uma rede de sementes e mudas florestais do Cerrado Baiano, onde os viveiros atuem de maneira integrada no atendimento as demandas regionais de sementes e mudas para a execução dos Programas de Regularização Ambiental – PRA, oriundos do CEFIR.

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