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06/05/2022 16:40

Governo promove oficinas para elaboração do Plano de Manejo do Parque de Pituaçu


A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizaram nesta quinta (05) e sexta-feira (06), na Biblioteca do Meio Ambiente Milton Santos, as oficinas para elaboração do Plano de Manejo do Parque Metropolitano de Pituaçu. A agenda de atividades, debate e proposições, acontece também nos dias 12 e 13/05, com a presença de moradores do entorno do Parque, líderes comunitários, membros do Conselho Gestor, de associações, ONG's, poder público e universidades estadual e federal, que estão participando de todo o processo de elaboração deste importante instrumento de gestão.
 
A oficina tem por objetivo coletar, de forma participativa, subsídios para a elaboração do Plano de Manejo, definindo as propostas de zoneamento ambiental, econômico e os programas de manejo que deverão ser adotados. “É um instrumento, previsto no Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC (Lei 9.985/2000) e na Lei Estadual nº 10.431/2006, essencial para a gestão, pois estabelece estratégias para que a Unidade de Conservação (UC) possa alcançar seus objetivos de criação, bem como, define o ordenamento territorial e normas para disciplinar as atividades realizadas dentro de uma UC. Para sua elaboração são considerados vários fatores, como o diagnóstico físico, biótico e antrópico, ou seja, as condições naturais do lugar interligadas às dinâmicas sociais”, explicou o superintendente de Inovação e Desenvolvimento Ambiental da Sema e diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento Ambiental do Inema, Eduardo Topázio. 

O superintendente ressalta ainda a participação social em todo o processo. “O plano é um documento pactuado entre os diferentes atores sociais presentes em seu território, por isso na sua elaboração é imprescindível a participação de moradores do entorno, representantes de ONG’s e do setor econômico local, sendo mediados pelo poder público. Tratando-se de um parque urbano como Pituaçu, que sofre pressões devido ao crescimento nem sempre ordenado e regular da cidade de Salvador, o Plano de Manejo se torna ainda mais necessário e estratégico norteando a sua administração  pelo que a sociedade deseja para o futuro deste espaço”, pontuou.

A representante do Inema na gestão do Parque, Bernadete Argolo, destacou a oficina como um marco histórico. “O Plano é uma válvula propulsora, que vai contribuir de maneira significativa para o sistema de gestão do Parque. São dois instrumentos fundamentais, o Conselho Gestor já instituído e extremamente atuante e o Plano de Manejo, que vai dar ordenamento ao uso, tornando muito mais eficiente a comunicação tanto com os visitantes quanto com a comunidade do entorno, melhorando o entendimento dos objetivos e as atividades que poderão ser realizadas. O mais importante neste processo é a adesão, a participação coletiva, contemplando os anseios e sugestões de todos os segmentos sociais ”, destacou.

Residente a mais de 40 anos no bairro de Pituaçu, Dona Ana Maria Santos não esconde a emoção ao recordar a trajetória de crescimento do local e a importância ambiental, cultural e econômica do Parque para a vida da comunidade. “Lembro da época que as mães vinham ao parque com suas crianças para lavar roupas e ficavam o dia esperando secar, com o tempo a situação financeira foi melhorando e os moradores começaram a entender os benefícios que a lagoa e toda a sua área verde traziam para suas vidas. Sempre cuidamos deste espaço com muito carinho, como se fosse uma extensão de nossas casas, hoje, como representante da Paróquia Nossa Senhora das Candeias no Conselho Gestor do Parque posso participar ativamente das decisões relacionadas ao futuro deste paraíso”, enfatizou.   

“Espero que nesta oficina consigamos elaborar propostas que atendam à preservação e as melhorias na estrutura de apoio, como a ciclovia que uso para caminhar todos os dias. Este é um espaço de beleza única na cidade de Salvador, com a criação do Plano de Manejo esperamos que as autoridades públicas, a comunidade e os visitantes, somem esforços e contribuições para que este Parque continue vivo, entendendo que é necessário trabalhar, cuidar e vivermos por ele”, completou Dona Ana.

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