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22/10/2021 18:10

Sustentabilidade ambiental é tema de seminário realizado em parceria entre Sema, Inema e Cofic

A Economia Circular e a Indústria 4.0 e o Meio Ambiente. Esses foram um dos assuntos abordados pela equipe da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) no segundo dia do Seminário de Sustentabilidade e Gestão Ambiental, realizado pelo Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic). As palestras virtuais de hoje (22) foram iniciadas pelo Superintendente de Políticas e Planejamentos Ambiental da Sema, Tiago Porto, e pelo Coordenador de Mineração e Exploração e Produção de Óleo e Gás Natural do Inema, Antônio Leopoldo.

O Superintendente da Sema iniciou sua participação fazendo uma explanação dos princípios e conceito da economia circular, bem como a sua importância para reduzir ao máximo o impacto da intervenção humana nos ecossistemas. Durante a apresentação Porto destacou que essa definição associa o desenvolvimento econômico a um melhor uso de recursos naturais, por novos modelos de negócios com menor dependência de matéria-prima virgem, priorizando insumos mais duráveis, recicláveis e renováveis.

"No estado da Bahia, produzimos em média 1kg de lixo por habitante, por dia. Boa parte deste material poderia ser reaproveitado, o que reduziria nossa demanda por recursos naturais virgens, que são finitos e alguns já ameaçados. A migração de um modelo linear extração-produção-descarte pra um modelo econômico circular exige otimização nos processos de fabricação de materiais e novos modelos de negócios", explicou Tiago Porto.

Através de uma abordagem histórica do processo produtivo industrial, Antônio Leopoldo destacou como a Indústria 4.0 trará ainda mais mudanças significativas para o setor, especialmente no que estiver relacionado com sustentabilidade. Neste conceito, a integração dos equipamentos é muito mais "natural". Linhas de produção cibernéticas se adaptam aos produtos pedidos por cliente diretamente via internet ."O mercado busca realmente seguir o selo verde, e com o avanço tecnológico você consegue atender essas demandas  com mais dinamismo", explica.

"Durante o seu processo evolutivo, o homem sempre buscou explorar o meio para suprir as suas necessidades. E o meio ambiente equilibrado e o desenvolvimento sustentável são condições necessárias para a qualidade de vida da humanidade. Mas, para que tudo isso aconteça de maneira sustentável, as organizações precisam estar conscientes das questões ambientais envolvidas nesse processo. Os benefícios da sustentabilidade na perspectiva da indústria 4.0 ultrapassa a redução de custos, precisamos pensar nela como prioridade. Uma política sustentável relaciona riscos a impactos sejam eles ambientais, sociais ou econômicos, finaliza o palestrante.

Gerenciamento e Monitoramento

Finalizando a participação da Sema e Inema no Seminário de Sustentabilidade e Gestão Ambiental, a especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Inema, Tereza Lisboa, e o Diretor de Regulação Ambiental do Inema, Leonardo Carneiro, apresentaram aos participantes um panorama normativo das licenças ambientais emitidas para áreas contaminadas, com foco no Pólo de Camaçari, e a Instrução Normativa de Desativação de Plantas.

"Nesse processo, analisamos diversos fatores, e alguns dos principais aspectos é o histórico de acidentes, no caso de a empresa ter produzido algum tipo de contaminação nos anos anteriores, além do histórico de usos da área. Um exemplo a ser destacado neste último aspecto é que, obviamente, a gente vai desconfiar quando um poço é construído no mesmo local onde anteriormente havia um posto de gasolina. É claro que pode haver, nos processos de produção, algum indício de contaminação, então, pedimos que se faça o monitoramento do poço, avaliações ambientais, além de uma análise de risco à saúde humana. É isso que vai nos dizer quais os riscos que aquele contaminante pode causar ao meio ambiente e, consequentemente, ao ser humano.", explica Lisboa

Dando continuidade ao assunto, Leonardo Carneiro, abordou sobre a etapa de regulação de indústrias em processo de desativação. "Por conta da crise econômica causada pela pandemia, ampliou-se o número de empresas que encerraram suas atividades na Bahia. O diretor explicou que o objetivo da Instrução Normativa é estabelecer procedimentos para desativação de empreendimentos ou atividades, definir responsabilidades e fornecer subsídios para a adequação do licenciamento ambiental.

"Quando uma empresa é desativada, é mais importante que outra assuma as mesmas instalações do que tenha que iniciar outras novas, em áreas que muitas das vezes são desmatadas para a estruturação. Então, é necessário sempre incentivo ao setor empresarial a tocar as áreas já existentes, devido aos estudos ambientais que já foram realizados", finalizou.
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