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Notícias

24/09/2020 13:50

Fórum de Economia Azul debate pesca e aquicultura sustentáveis

Nesta quinta-feira (24), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Meio Ambiente e Economia Azul, especialistas do Brasil, Portugal, Gana e África do Sul debateram o desenvolvimento sustentável para a pesca e aquicultura, observando a necessidade de compatibilizar o desenvolvimento com a sustentabilidade, incorporando as dimensões sociais, econômicas e ambientais. O evento, que reúne mais de 90 especialistas de renome nacional e internacional, segue até sexta-feira (25). 

A mesa virtual foi mediada por Stewart Bernard, cientista chefe da Agência Espacial da África do Sul e contou com grandes debatedores: José Guerreiro, doutor em Ecologia e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Humberto Alves, professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e coordenador do Laboratório de Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS); Antônio Marcos Muniz Carneiro, doutor e mestre em Comunicação e Cultura; Ronaldo Lopes Oliveira, coordenador da Área de Zootecnia/Recursos Pesqueiros na CAPES; Roberto Pantaleão, assessor técnico da Bahia Pesca; e Kwame Agyekum, professor do Departamento de Oceanografia e Pesca da Universidade de Gana. 

O coordenador na Capes, Ronaldo Lopes, trouxe o tema na perspectiva de produção de conteúdo acadêmico, destacando a tríplice hélice de desenvolvimento econômico: universidade, governo e empresa. “Essa tríplice deve ser o nosso foco ao pensar numa economia pós-pandemia, temos que trabalhar o aprofundamento do conhecimento para que seja aplicado fora da academia, com a universidade produzindo conteúdo a ser utilizado pelas empresas e sistemas de produção, e o Governo atuando com políticas públicas para o fomento, incentivo e direcionamento. Assim teremos condições de ter um desenvolvimento econômico com sustentabilidade”, pontuou. 

Os desafios e oportunidades para atingir a pesca sustentável foram abordados por Roberto Napoleão. Entre os desafios, ele destacou a dimensão litorânea do estado, com mais de 1100 quilômetros; o contingente grande de pescadores, cerca de 120 mil registrados; a degradação dos ecossistemas associados, como manguezais; poluição; pesca ilegal e proibida; e carência de informações técnicas. Já na parte de oportunidades, o assessor técnico pontuou discussões sobre a Década dos Oceanos e a Economia Azul, colocando o Fórum como um espaço de referência e novas alternativas e tecnologias. 

Todo o conteúdo do Fórum ficará disponível na íntegra pela página: youtube.com.br/aircentre.
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