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24/06/2020 16:00

Sema discute potencial do turismo sustentável pós-pandemia

Na série Pandemia e Meio Ambiente desta terça-feira (24), promovida semanalmente pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema), a turismóloga, mestre em Cultura e Turismo e sócia-diretora da Eixo-4 Soluções Inteligentes, Fabíola Paes Leme apontou os desafios e potenciais do Turismo Sustentável pós-pandemia para a região cacaueira no Sul da Bahia. A live, disponível no Ig TV @semabahia, foi mediada pelo engenheiro agrônomo e assessor especial da Sema, Durval Libânio, que apresentou um breve panorama dos potenciais turísticos da região Sul. 

“Hoje vamos falar um pouco sobre o Sul da Bahia, que possui diversos ativos ambientais e um recorde de biodiversidade, com 365 espécies florestais encontrados em um único hectare. Uma paisagem belíssima, formada por rios, florestas, sistemas agroflorestais, a exemplo do Cacau Cabruca, e uma Mata Atlântica que possui o maior Jequitibá do Brasil e a mais alta árvore do bioma. Nesta região, também estão localizadas diversas unidades de conservação, como o Parque do Conduru, a Lagoa Encantada Rio Almada, a Área de Preservação Ambiental (APA) Itacaré, Serra Grande, além das unidades federais, como a reserva biológica de Una. Uma região que se destaca não só pelas praias belíssimas, mas também por suas florestas”, apresentou Durval, questionando a convidada, sobre como tais ativos poderão ser explorados. 

Para a turismóloga, a demanda pós pandemia será por destinos com baixa densidade populacional, pequenos grupos e atividades que não favoreçam aglomerações. E o turismo na natureza atende plenamente a esses requisitos e precisa ser explorado. “Estudos realizados e já divulgados apontam que o turismo doméstico será o mais procurado após esse período e a Bahia é um dos locais mais citados. Não só a região Sul, mas todo o estado tem potencial para atender a essa expectativa. Os destinos terão que dar atenção especial à questão da segurança sanitária, que é um dos primeiros tópicos apontados pelos hábitos dos visitantes. E não é difícil imaginar que as pessoas, após esse período de isolamento, farão uma busca por maior contato com a natureza, e isso já aparece como uma grande tendência”, afirmou Fabíola. 

O potencial da região Sul foi destacado pela turismóloga por seus aspectos culturais, gastronômicos e sua rica mistura de paisagens. “A Bahia, atrás apenas do Rio de Janeiro, é o estado com maior área de conservação de Mata Atlântica no país. E isso se deve muito ao sistema de plantio do Cacau Cabruca. E quando falamos da Cabruca estamos trabalhando com o imaginário das pessoas, de, por exemplo, comer a fruta colhida do pé e tomar o mel do cacau na folha de bananeira. O escritor Jorge Amado foi um dos grandes divulgadores da nossa história e cultura do Cacau, que está imortalizada em suas obras. Para além das nossas praias belíssimas, o nosso diferencial é o cacau, a área rural, que precisa estar associada ao turismo sustentável e que já desponta como uma grande potencialidade de negócio”, afirmou.  

Para conferir esta e outras lives da série Pandemia e Meio Ambiente, basta acessar o Instagram da Sema - @semabahia.
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