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Notícias

04/06/2020 18:30

Sema debate importância do bioma da Mata Atlântica

Nesta quarta-feira (3), dia em que se comemorou o Dia Nacional da Educação Ambiental, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) realizou uma live com o tema “Sustentabilidade da Mata Atlântica”, com objetivo de compartilhar informações com seus seguidores. O convidado foi o coordenador executivo do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá) e membro do conselho Nacional e do Comitê Estadual da Reserva do Bioma da Mata Atlântica, Renato Cunha, que destacou a importância do bioma na atualidade.

"A Mata Atlântica é considerado um bioma extremamente relevante pela sua biodiversidade. Possui legislação específica aprovada em 2006, depois de 14 anos em debate no Congresso Nacional. E de lá pra cá a gente vem trabalhando cada vez mais para a proteção desse bioma. Criamos inúmeros esforços para conservar as reservas ainda existentes para fazer uma grande ação de restauração tão necessária para que o bioma recupere", pontuou. 

Para o integrante do Gambá, não temos muito a comemorar. Existem ainda desafios em relação aos retrocessos que tão acontecendo e pode vir acontecer na questão da proteção da sociobiodiversidade. Renato Cunha citou também o despacho do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, na reunião interministerial realizada no dia 5 de maio, quando afirmou que diante a atenção da imprensa em relação à pandemia fazia necessário a flexibilização da legislação ambiental, especificamente a da Mata Atlântica, recomendando aos órgãos ambientais federais a não seguirem a legislação específica e focassem somente em aplicar o código florestal.

"Isso é um exemplo nítido de retrocesso na história ambiental e enfraquece demais a proteção das Áreas de Proteção Ambiental que são importantíssimas para a recuperação do bioma. No despacho o ministro deixa claro que as áreas que foram consolidadas com desmatamentos ilegais não precisariam mais ser restauradas. O que é totalmente inverso o que a Lei da Mata Atlântica preconiza, que diz que essas falhas teriam que ser restauradas. Precisamos é de uma política de restauração muito mais intensa e que envolva o setor público, como da sociedade e os proprietários rurais", finaliza Renato Cunha.
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