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09/12/2019 16:20

Óleo no Nordeste é pauta da COP-25 na Espanha

Aproveitando a presença de importantes instituições internacionais na COP-25, que ocorre durante toda essa semana em Madri, o secretário estadual do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira denunciou o crime ambiental causado pelo derramamento de óleo no litoral nordestino e o descaso do Governo Federal na resolução desse grave problema, que deixou prejuízos para o ambiente marinho e para a vida econômica dos trabalhadores que vivem da pesca e do marisco.

Após deixar um rastro tóxico por milhares de quilômetros, o óleo chegou às praias da costa baiana no dia 3 de outubro.  “Os estuários e manguezais são motivos de grande preocupação ambiental e socioeconômica. Para se ter uma ideia, na Bahia, cerca de 60 mil pessoas tira o sustento direto ou indiretamente dos manguezais. É uma situação muito critica e não dá para entender como a Petrobras, que é referência no mundo em exploração e transporte de petróleo no mar, não tenha expertise e tecnologia para defender os manguezais. Era preciso no mínimo um diálogo para encontrar uma solução que pudesse proteger o meio ambiente”, destacou o secretário. 

Até o momento, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Defesa Civil encaminharam para os municípios mais de 18 mil equipamentos de proteção individual (EPIs). Pás, carros de mão, peneiras, baldes e sacos plásticos estão entre os itens que foram distribuídos para os 31 municípios atingidos pelas manchas de óleo. As toneladas de óleo das praias também foram recolhidas pelo Estado, que dará uma destinação final aos resíduos coletados.

“Nos últimos dias realizamos a operação para retirada de óleo armazenado nas ilhas de Boipeba e de Tinharé, no município de Cairu. O material foi transportado em uma balsa previamente inspecionada pela Capitania dos Portos e adequada para tal finalidade. Continuamos dando todas as orientações técnicas necessárias para o armazenamento do óleo, até que possa receber a destinação final adequada", explicou a diretora do Inema, Márcia Telles.

“Para além dos esforços conjuntos, estado, municípios e sociedade, para a limpeza das praias afetadas e mitigação dos danos, a angústia que acometeu a todos nós se deu pela ausência de informações seguras sobre a origem e quantidade do óleo derramado no litoral do Nordeste. Até hoje, três meses depois, ainda desconhecemos a causa do problema e os responsáveis pelo vazamento de óleo”, lembrou o secretário, que também destacou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados para investigar atos e omissões e apurar responsabilidades. 

A Conferência do Clima (COP-25) começou no último dia 2 e segue até a próxima sexta-feira (13). O diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento do Inema, Eduardo Topázio; e o assessor de Internacionalização da Sema, Pedro Tojo também integram a comitiva baiana.
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