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16/02/2019 18:40

Voluntários coletam lixo na praia da Boa Viagem

Adson Bahia, 36 anos, veio de Massaranduba para participar da campanha O mar não está para plástico, na praia da Boa Viagem, na manhã desse sábado (16). Ele ficou sabendo da ação por meio de sites de notícias, e juntou-se à equipe da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e da ong Rede Vida Mar Vivo para realizar a coleta de resíduos sólidos. Em 60 minutos de atividade, os 37 voluntários coletaram 5.817 itens, percorrendo 3.000 m2 de praia, uma média de 1,939 resíduos por metro quadrado.

“Acho que o principal mérito dessa ação é chamar a atenção das pessoas que estão nas praias para o lixo. É uma forma de conscientização a partir do movimento da coleta na praia”, avaliou Atson Bahia ao final da ação. Chamou a atenção do grupo a quantidade de pequenos resíduos integrados à areia, como fragmentos ou pequenas peças de plásticos, metais, bitucas de cigarro e muito carvão.

Segundo o ativista Willian Freitas, presidente da Rede Viva Mar Vivo, ong parceira na ação, “a praia da Boa Viagem parece muito mais poluída quando comparada a outras praias ao norte da cidade. Encontramos diversos tipos de rejeitos diferentes de outras praias, como velas, charuto, muito carvão espalhado na areia. Nota-se que tem uma grande quantidade de churrasco feito na praia, a cultura aqui é do churrasquinho, e não parece que há o cuidado com o descarte correto do carvão e do palito”, sinalizou. O carvão pode ser visto em pequenos fragmentos em toda a extensão da praia, sendo muito difícil a retirada do material, que contribui para tornar a areia da praia mais escura e suja.

Ao fazer a separação do material, os voluntários contabilizaram 1.602 bitucas de cigarro, 1.246 espetos ou palitos de picolé, 750 tampas de metal, 660 tampas plásticas, 375 fragmentos de carvão, 332 canudos, 286 talheres de plástico, 216 copos de plástico, 105 sacolas plásticas, além de pedaços de isopor, vidros, peças de ferro, garrafas plásticas, embalagens de papel, pedaços de vela e latas de alumínio, entre outros.

Com a parceria do GMar, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, um mergulhador também retirou resíduos do mar. Também foi parceiro nesta edição, o surfista Bruce Kamhonk, que ofereceu para sortear entre os voluntários três vagas para remada de stand up padlle – SUP, pelo projeto Aprendendo com o Mar (Porto da Barra), e três vagas para remada na canoa havaiana Moana Nalu (Kaleopapa Canoe Clube). Também foram sorteados cinco exemplares do livro de fotografia Unidades de Conservação da Bahia, produzido pela Secretaria do Meio Ambiente.

Lixeiras

“Percebemos que a ausência de locais adequados para o descarte correto do lixo é muito grande, o que não ajuda no estímulo à população para retirar seu lixo da praia. Nesses 3 mil metros quadrados de praia que percorremos, só encontramos duas lixeiras. Os comerciantes e banhistas também precisam de um maior engajamento quanto à responsabilidade com seu lixo”, disse Rosalvo de Oliveira Junior, coordenador do Programa de Gerenciamento Costeiro da Bahia, da Sema.

A voluntária Jocélia Bastos, 61, moradora da Cidade Baixa, lamentou: “é muito descaso, estamos destruindo a natureza perfeita o que nos foi dada. Precisamos ter mais cuidado com o lixo”. A campanha O mar não está para plástico prossegue no próximo sábado (23), na praia do Buracão, Rio Vermelho. As inscrições para os voluntários estão abertas no site da Sema ou podem ser feitas no local.
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