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08/06/2018 15:40

Manifestantes contrários ao BRT levam pleitos à Sema e Inema

Nesta sexta-feira (8), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) receberam movimentos ambientalistas de Salvador contrários ao Bus Rapid Transit (BRT). A manifestação aconteceu durante toda a manhã na sede dos órgãos, no Centro Administrativo (CAB). Cerca de 50 pessoas participaram da ação e foram recebidas pelo secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis, e pela diretora do Inema, Márcia Telles, que prestaram esclarecimentos sobre os limites da competência do órgão ambiental estadual no caso e ouviram as demandas do movimento. 

Entre os principais pedidos do grupo, está a fiscalização imediata do Inema ao canteiro da Avenida Juracy Magalhães Jr.. “Desde 2014 que diversas instituições vem discutindo esse projeto e apontando sérias críticas, tanto do ponto de vista ambiental quanto urbanístico. O que queremos é que a obra seja interrompida imediatamente, a partir do cumprimento estrito das funções do Inema, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal”, disse Walter Takemoto, uma das lideranças do movimento. “Solicitamos também multa pelos prejuízos causados à fauna e flora nas margens do rio Camarajipe e, por fim, que o órgão ambiental estadual não conceda outorga para tamponamento dos rios”. 

Segundo o movimento, muitos animais foram encontrados, mortos ou vivos, na área do canteiro de obras, sobretudo após a supressão de vegetação, o que sinaliza que não houve o adequado manejo de fauna. “Importante afirmar que não há contradição entre meio ambiente e mobilidade urbana. As áreas verdes permitem um conforto ambiental na cidade. Não estamos sendo contra uma solução de mobilidade, mas queremos uma solução que considere esse conforto ambiental”, sinalizou Bete Wagner, uma das ativistas ambientais presentes.

O secretário Geraldo Reis ponderou que sempre esteve aberto ao “diálogo produtivo, que resulte em soluções, desde que respeitando as competências de cada órgão e a rigorosa lisura técnica na avaliação pertinente ao Inema”. 

A diretora geral do Inema, Márcia Telles, esclareceu que toda a parte de licenciamento ambiental da obra é de responsabilidade do órgão municipal, e que a obra deve seguir obrigatoriamente o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), inclusive procedendo com o manejo da fauna encontrada. Sob a responsabilidade do Inema, estão atos autorizativos, ainda não concedidos, que dizem respeito sobretudo a pedidos de intervenção nos cursos hídricos, a exemplo de perfuração de poços e canalização ou retificação de curso d´água.
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