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09/02/2018 14:49

Catadores recebem fardamento e equipamentos de proteção para Carnaval

Há doze anos, Rosildo Euclides de Souza tira seu sustento da catação de material reciclável. No Carnaval, ele aproveita a grande oferta desse material, principalmente as latinhas de alumínio, para incrementar a renda. Para isso, ele conta com o apoio importante do Governo do Estado, por meio da Operação Carolina de Jesus, que beneficia 1.500 trabalhadores desse segmento durante os sete dias da folia na capital baiana. Rosildo retirou seu kit na Central de Apoio ao Catador do Politeama, nesta sexta-feira (9), com a presença da chefe de Gabinete da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Iara Icó, e dos secretários Carlos Martins (SJDHDS) e Olívia Santana (Setre), pastas parceiras na ação.

Os kits contêm equipamentos de proteção individual (botas, luvas e protetor auricular) e fardamento (calça, camisa e boné), e são distribuídos nas cinco centrais de apoio, que funcionam na Ladeira da Montanha, Politeama, Barra, Ondina e Nordeste de Amaralina. É também nestes locais que é efetuada a compra do material coletado pelos trabalhadores avulsos, praticando preços justos.

Além das refeições diárias oferecidas pela ação, Rosildo de Souza destacou a segurança que o fardamento oferece para os catadores. “Com essa identificação, a gente tem o acesso facilitado nos blocos, as pessoas dão a latinha em nossa mão, chamam pra mostrar onde tem mais”.

A Operação Carolina de Jesus, que tem um investimento do Governo do Estado no valor de R$ 820 mil, auxilia ainda na limpeza, que também é parte importante da estrutura do Carnaval.

“A Secretaria do Meio Ambiente considera esta uma parceria importante devido ao forte viés ambiental da destinação adequada de resíduos gerados no carnaval da Bahia”, comentou a chefe de gabinete da Sema, Iara Icó, que representou o secretário na entrega dos kits.

Ainda nessa sexta-feira (9), o secretário Geraldo Reis também visitou as centrais do Politeama e da Ladeira da Montanha, onde servidores da Sema colaboram no atendimento aos catadores e catadoras. “A parceria entre Setre, SJDHDH e Sema mostra que inclusão social e meio ambiente andam juntos. Uma estratégia que cuida das pessoas, gera renda e promove a destinação correta aos materiais recicláveis”, disse o gestor.

Homenageada - Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora de lixo registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no lixo, os quais somavam mais de vinte. Um destes cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem ao seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960.

Com colaboração da Ascom/Setre
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