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01/04/2017 13:40

Centros de Referência em Restauração Florestal apoiam proprietários rurais na implantação de PRADs

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema) realizou, na sexta-feira (31/03), o Encontro dos Centros de Referência em Restauração Florestal (CRRFs) da Bahia. O objetivo foi alinhar a atuação dos diferentes parceiros da Sema na promoção de pesquisa e suporte ao restauro florestal no estado. A atividade reuniu o superintendente de Estudos e Pesquisas Ambientais da Sema, Luiz Antonio Ferraro, o Diretor de Políticas de Biodiversidade e Florestas, Murilo Figueredo, técnicos e assessores da Sema e Inema e os representantes das instituições parceiras responsáveis pelos centros.

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Reunião de alinhamento com a Sema teve como objetivo acompanhar a implantação e funcionamento dos CRRFs


A implantação dos CRRFs na Bahia resulta de um processo iniciado em 2012 a partir do novo Código Florestal, atendendo à sociedade com a produção de pesquisas sobre as espécies arbóreas nativas e orientações para a restauração de passivos ambientais. Os proprietários rurais com passivos ambientais declarados no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir) podem acessar nos CRRFs apoio para a implantação de seus Programas de Regularização Ambiental (PRAs).

Os CRRFs também atuam fortalecendo as ações da Sema nas áreas de pesquisa em coleta de sementes de qualidade, protocolos para quebra de dormência de sementes, germinação, substrato, melhor época para plantio e tamanho da muda, implantação de viveiros de mudas nativas, áreas demonstrativas de restauração florestal, recuperação de áreas degradadas em Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL) e implantação de sistemas agro-florestais (SAF) nas comunidades rurais.

Ao total serão implantados seis centros na Bahia, com investimento total previsto de aproximadamente R$ 4 milhões. O objetivo desses centros é se tornarem referência em restauração florestal, oferecendo orientação para a sociedade em seus territórios de atuação. Para o diretor de Políticas de Biodiversidade e Florestas da Sema, Murilo Figueredo, "é preciso fortalecer as unidades de apoio à cadeia da restauração do estado.

Os centros de referência em restauração florestal possuem papel fundamental na orientação e realização da restauração, pois conhecem as espécies arbóreas nativas da região de inserção, podem orientar como marcar matrizes, coletar sementes, produzir mudas de qualidade e a maneira para recuperar os passivos ambientais das propriedades rurais".

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Um dos viveiros comunitários do CRRF Programa Arboretum, no Extremo Sul, atua com a venda de mudas e orientação aos proprietários rurais

Locais

Os centros são vinculados a universidades federais e estaduais, órgãos federais e Ministério Público e estão localizados em diferentes regiões do estado. Na região Oeste, o Centro de Referência Florestal do Cerrado, realizado em parceria com a Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), fica localizado em Barreiras. Já no centro-sul baiano, atua o Centro de Referência em Restauração Florestal da Caatinga, implantado pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), no município de Jequié.

O estado conta ainda com o Centro de Referência em Restauração Florestal da Mata Atlântica, implantado em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), localizado no município de Cruz das Almas. O Centro de Referência em Restauração Florestal do Sul da Bahia, implantado pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) com parceria da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e do Centro de Pesquisas do Cacau (Ceplac), está município de Itabuna. Em implantação e já com viveiro de mudas iniciado, em Juazeiro, encontra-se o Centro de Referência em Restauração Florestal do São Francisco, por meio da Universidade Estadual da Bahia (Uneb).

Programa Arboretum

E o centro com o maior número de viveiros instalados na rede de CRRFs da Bahia é o Programa Arboretum - Conservação e Restauração da Diversidade Florestal, no território de identidade do Extremo Sul. O Programa foi Implantado como resultado de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com as empresas de celulose localizadas no sul e extremo sul da Bahia. A as ações são definidas por um Conselho Gestor do qual fazem parte representantes da Sema, do Inema, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IF Baiano), da Fundação José Silveira, do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE), da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNC Flora) e da Embrapa Tabuleiros Costeiros.

"Médios e pequenos agricultores nos procuram para suporte na implantação de projetos de restauração. O trabalho inclui a orientação sobre as espécies nativas da região mais adequadas, adubação, período de plantio etc., conforme o tipo de área, se é para recuperação de matas ciliares, ou para área sem umidade, solos compactados. É muito importante ter espécies regionais para atender à restauração, e a diversidade adequada", explicou Natália Coelho, analista do SFB, instituição que coordena o Programa Arboretum.

Três viveiros comunitários são mantidos na Bahia pelo programa, nos municípios de Caravelas, Porto Seguro e Itamaraju. "Temos matrizes cadastradas e oferta de sementes para restauração. Os viveiros comunitários espalhados pelo território facilitam a disseminação de mudas e sementes", disse.
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