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14/02/2017 17:20

Comitê de Convivência com o Semiárido discute crise hídrica no estado

As secretarias e órgãos do Estado que compõem o Comitê Estadual para Ações de Convivência com o Semiárido se reuniram na manhã desta terça-feira (14), no auditório da Casa Civil, para definir um planejamento de apoio emergencial para as regiões que sofrem com a crise hídrica. Atualmente, 77 municípios declararam estado de emergência, o que dá amparo legal para captação de recursos junto à Defesa Civil Nacional para investimentos em ações de combate à crise. Nos últimos seis anos, a Bahia registrou índice pluviométrico abaixo da média. Na região de Vitória da Conquista, por exemplo, choveu apenas 40% do volume de água esperado entre os meses de janeiro de 2016 e fevereiro de 2017.

"Precisamos resgatar o Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) elaborado pela Secretaria do Planejamento (Seplan) em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema). O ZEE é a base de um processo de desenvolvimento sustentável que nos dará amparo para propor soluções de produção ambientalmente sustentável e viável economicamente para essas regiões em situação de crise hídrica. Para além do problema da água, temos que repensar o modelo de produção agrícola, a curto, médio e longo prazos, com tecnologias modernas de irrigação, que consumam menos água, como também a definição de culturas próprias para cultivo em regiões de secas", afirmou o secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis.

A reunião, conduzida pelo coordenador executivo de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, Luiz Henrique d’Utra, contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, de técnicos das Secretarias de Agricultura; Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social; de Infraestrutura Hídrica e Saneamento; do INEMA, Conab e Defesa Civil.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), autarquia da Secretaria do Meio Ambiente, irá intensificar as ações de fiscalização em áreas de crise hídrica. Em Utinga, as ações de fiscalização já garantiram o abastecimento de água para consumo humano dos municípios de Utinga, Wagner e Lajedinho. Uma ação de remoção de vegetação está sendo discutida entre Governo, Prefeituras e comunidade local. Em Ponto Novo, a barragem que abastece também os municípios vizinhos de Filadélfia, Caldeirão Grande, Itiúba, Senhor do Bonfim, Andorinha e Jaguarari, está operando com volumes críticos em virtude da diminuição do volume de água armazenado no reservatório por conta da falta de chuvas na região.
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